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Exercícios de passe no futebol: oito formas que funcionam no jogo

O exercício de passe mais comum no futebol amador é o corredor: duas filas, uma bola, ida e volta. Parece organizado, é fácil de montar e quase não se transfere para o jogo. O motivo é simples: no jogo não existe passe sem adversário, sem decisão e sem pressão de tempo. Oito exercícios que trazem isso, com organização, execução e o ponto ao qual você deve prestar atenção.

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Por que a maioria dos exercícios de passe não traz resultados

Um passe é composto por três partes, e o corredor treina apenas uma delas.

Perceber. Para onde posso jogar? Quem está livre, quem está marcado, de onde vem a pressão? Isso se decide antes de a bola chegar.

Decidir. Curto ou longo, no pé ou em profundidade, ou conduzir a bola você mesmo?

Executar. Só agora vem a técnica, que é praticada no corredor.

Quem treina apenas a terceira parte obtém jogadores com técnica limpa, mas que ainda assim dão o passe errado no jogo. Por isso, cada exercício aqui inclui pelo menos uma decisão. O motivo pelo qual a percepção vem antes da técnica está explicado detalhadamente em Scanning, e como o primeiro contato decide se o passe será viável está em Primeiro contato e recepção de bola.

Quatro critérios para um bom exercício de passe

  • Existe uma decisão. Pelo menos duas opções de passe possíveis, não apenas uma.
  • Existe pressão. Um adversário, um limite de tempo ou um limite de toques. Algo deve forçar o jogador a olhar antes.
  • Existem mudanças de direção. No jogo, raramente alguém está exatamente na sua frente.
  • Existem muitas repetições. Sem filas em que dez crianças esperam por uma bola.

Oito exercícios de passe

1

Exercício 1: O triângulo com orientação prévia

Organização

Três cones em triângulo, cerca de dez metros de lado. Um jogador por cone, uma bola. Um quarto jogador fica no meio como opção de passe neutra.

Execução

A bola rola no triângulo. Antes de cada passe, o jogador do meio indica uma direção com o braço. O passador deve olhar antes da recepção da bola e depois dar sequência na direção indicada.

Ponto de coaching

O olhar deve ser por cima do ombro antes da recepção, não depois. Quem só olha quando a bola já está no pé, está atrasado.

Variação

Em vez de um sinal com o braço, o jogador do meio grita uma cor. Assim, adiciona-se um nível cognitivo.

Categoria

A partir do sub-11. Por que o triângulo é a forma básica de qualquer jogo de posição está explicado em O triângulo no futebol.

2

Exercício 2: Tabela no gol de cones

Organização

Um gol de cones com dois metros de largura. Um passador, um jogador de apoio lateral, um defensor passivo na frente do gol.

Execução

O passador conduz a bola, faz a tabela através do jogador de apoio e recebe a bola atrás do gol de cones. O defensor pode se mover, mas não dar carrinho.

Ponto de coaching

O timing decide, não a força do passe. O jogador de apoio só toca na bola quando o passador estiver em movimento.

Variação

O defensor se torna ativo. Assim que ele interceptar a tabela, os papéis se invertem.

Categoria

A partir do sub-13; em forma simplificada, sem defensor, já no sub-11.

3

Exercício 3: Sequência de passes com finalização

Organização

Um gol com goleiro, três estações à frente em semicírculo, a cerca de 18 metros de distância.

Execução

Bola da estação um para a dois, passe de primeira para a três, finalização em movimento. Após cada rodada, todos avançam uma estação.

Ponto de coaching

O passe antes da finalização deve ser forte e rasteiro. Um passe suave tira a velocidade da finalização.

Variação

Um defensor começa ao mesmo tempo que o primeiro passe e pode atrapalhar. Assim, a sequência se transforma em uma decisão.

Categoria

A partir do sub-13. O que realmente importa na finalização está em Treino de finalização.

4

Exercício 4: Rondo 4 contra 2

Organização

Um quadrado de oito a dez metros. Quatro jogadores por fora, dois no meio.

Execução

Os quatro jogadores de fora mantêm a posse de bola. Quem perder a bola ou errar o passe vai para o meio.

Ponto de coaching

Os jogadores de fora devem se movimentar, mesmo sem a bola. Um rondo em que todos ficam parados treina apenas a parte interna do pé.

Variação

Limite de toques para dois toques, depois para um. Ou: Um passe pelo meio vale o dobro.

Categoria

A partir do sub-11, com campo maior até antes. A versão completa, incluindo erros comuns, está no Guia do Rondo.

5

Exercício 5: Quatro gols, uma bola

Organização

Um campo de 25 por 20 metros com quatro mini-gols, dois em cada linha lateral. Quatro contra quatro.

Execução

Gols só valem após um passe. Um gol no lado que não estava sendo jogado anteriormente vale o dobro.

Ponto de coaching

Cabeça erguida após a recepção. Quem não vê o segundo lado não consegue jogar nele.

Variação

Um jogador neutro joga sempre com a equipe em posse da bola. Isso aumenta a taxa de sucesso e mantém o ritmo alto.

Categoria

A partir do sub-13 até o futebol adulto.

6

Exercício 6: O passe que quebra linhas

Organização

Campo com três zonas transversais. Quatro jogadores na primeira zona, dois defensores na do meio, dois alvos na terceira.

Execução

Os quatro trocam passes para se desmarcar e buscam o passe pela zona central para um dos jogadores alvo. O passe deve ser rasteiro, não por cima.

Ponto de coaching

O passe surge pelo trabalho preparatório. Primeiro os defensores se deslocam, depois a linha se abre. Quem quer jogar direto perde a bola.

Variação

Os jogadores alvo só podem se mover lateralmente. Assim, o timing do passe se torna mais importante do que sua precisão.

Categoria

A partir do sub-15. Detalhado em Treinar passes que quebram linhas.

7

Exercício 7: Passes no ginásio

Organização

Um terço do ginásio, duas equipes de quatro jogadores cada, paredes jogam juntas.

Execução

Três contra três mais um jogador de apoio em cada linha de fundo. Um ponto para dez passes consecutivos, um ponto para um passe usando a parede para o próprio companheiro.

Ponto de coaching

No ginásio, a bola volta mais rápido do que no campo. A recepção de bola deve amortecer a bola, caso contrário o tempo não será suficiente.

Variação

Uso da parede só vale com o pé fraco. O piso aqui perdoa menos, o que torna a técnica mais honesta.

Categoria

A partir do sub-11, na temporada indoor para todas as categorias. Mais sete formas indoor e uma unidade completa estão em Treino indoor no futebol.

8

Exercício 8: O circuito de passes em estafeta

Organização

Dois a quatro grupos de quatro jogadores cada, cada grupo em seu próprio circuito de quatro cones.

Execução

A bola deve dar uma volta completa no circuito, cada jogador toca nela uma vez. Qual grupo consegue fazer o maior número de voltas limpas em três minutos?

Ponto de coaching

A velocidade surge com a recepção de bola, não chutando mais forte. Uma criança que recebe a bola com o pé correto economiza meio segundo.

Variação

A cada rodada, um cone é movido. O circuito nunca permanece igual.

Categoria

Sub-9 e sub-11. O caráter competitivo mantém a concentração alta sem que você precise exigi-la.

Exercícios de passe por categoria de base

Sub-7 e sub-9. Aqui ainda não se trata de dar passes, mas sim de ter a bola no pé. Exercícios de passe funcionam como estafeta ou jogo, nunca como corredor. Dois a três minutos por forma, depois algo novo. O Exercício 8 é a introdução.

Sub-11 e sub-13. A idade de ouro do aprendizado técnico. Agora valem a pena o triângulo, o rondo e a tabela, sempre com uma decisão incluída. Exercícios 1, 2 e 4.

Sub-15 a sub-19. O passe se torna tático: quebrando linhas, invertendo o jogo, no momento certo. Exercícios 5 e 6, além de limitação de toques.

Futebol adulto masculino e feminino amador. Dois treinos por semana, condições mistas, pouco tempo. Aposte em formas que entreguem técnica e situação de jogo ao mesmo tempo: rondo no aquecimento, depois o Exercício 5 como parte principal. Técnica isolada aqui só vale como um bloco curto, não como foco principal.

Erros frequentes

⚠️

O corredor sem adversário.

Gera repetições sem percepção. Como aquecimento por cinco minutos está ok, como foco principal é tempo perdido.

⚠️

Distâncias muito grandes.

Quem passa a vinte metros treina técnica de chute, não jogo de passe. Na categoria de base, de oito a doze metros são suficientes.

⚠️

Filas nas estações.

Três jogadores por estação significa: dois ficam olhando. É melhor ter vários pequenos circuitos em paralelo.

⚠️

Apenas o pé bom.

Sem regra, todo jogador escolhe o caminho mais fácil. Uma regra é suficiente: passe de volta apenas com a perna esquerda.

⚠️

Sem pressão de tempo.

Sem limitação de toques ou adversário, não há razão para olhar antes.

Exercícios de passe no Coach OS

As oito formas acima são um começo, não um plano. O que falta na rotina do treinador raramente é o exercício individual, mas sim a questão de quando aplicar cada um.

Nas configurações da equipe, você define a faixa etária, número de jogadores, horários de treino, espaço disponível e equipamentos. A partir disso, o Coach OS periodiza a temporada em onze categorias principais, cada uma com seis a quaturze subcategorias, ponderadas por idade e nível de jogo. As formas de passe aparecem onde pertencem, em vez de serem procuradas do zero a cada semana.

O banco de dados de exercícios abrange mais de 1.244 exercicios animados, filtráveis por categoria, idade, número de jogadores, equipamentos e foco. Suas próprias formas você desenha no Sketch e as adiciona ao lado. Cada unidade pode ser exportada como PDF, para o auxiliar técnico ou impressa no campo.

O Coach OS sugere. O treinador decide. Sempre.

Conclusão

  • Um passe consiste em perceber, decidir e executar. O corredor treina apenas a terceira parte.
  • Cada exercício de passe precisa de pelo menos duas opções de passe e alguma forma de pressão.
  • Distância de oito a doze metros no futebol infantil, sem filas, vários circuitos em paralelo.
  • No futebol adulto amador com pouco tempo de treino, fazem mais sentido formas que entreguem técnica e componentes de jogo ao mesmo tempo.
  • O exercício individual raramente é o problema. A questão é quando aplicar cada um.

Perguntas frequentes

Quantos exercícios de passe devem fazer parte de um treino?+
Um como foco principal é suficiente, além de uma forma jogada onde o aprendizado seja aplicado. Três exercícios de passe diferentes em sequência é organização, não treino.
A partir de qual idade se deve treinar o passe de forma direcionada?+
A partir do sub-11 como foco próprio. Antes disso, ele acompanha jogos e estafetas sem ser chamado por esse nome.
Qual é o exercício de passe mais simples com muitas repetições?+
O triângulo do Exercício 1. Três jogadores, uma bola, pouca estrutura, e com a orientação da direção a decisão já está incluída.
Como treinar passe com apenas oito jogadores?+
Rondo 4 contra 2 com dois aguardando em rodízio, ou o Exercício 5 no formato três contra três mais dois neutros. Grupos pequenos são até uma vantagem para exercícios de passe.
Como trabalhar o passe com ambas as pernas no treino?+
Através de uma regra em vez de uma instrução. Passe de volta apenas com o pé fraco, ou gols só valem após um passe com a perna esquerda. O exercício força isso, você não precisa exigir.

Planejamento de treino facilitado

O Coach OS monta a sua próxima unidade a partir de mais de 1.244 exercicios – de acordo com a idade, tamanho do grupo e objetivo de treino.

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