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Atalanta de Bérgamo: Como Zingonia se tornou a academia mais produtiva da Itália

Bérgamo tem cerca de 120.000 habitantes. A Atalanta foi, durante décadas, um clube que transitava entre a Serie A e a Serie B, sem títulos e sem projeção internacional. Em 2024, a equipe conquistou a Europa League com um 3 a 0 categórico sobre o Bayer Leverkusen, que estava invicto durante toda a temporada. Nos anos anteriores, a Atalanta disputou regularmente a Champions League e alcançou as quartas de final em 2020. O que chama a atenção dos treinadores em relação à Atalanta divide-se em duas fases. A primeira é a academia de Zingonia, que desde a década de 1980 produziu mais jogadores para a Serie A do que qualquer outro clube italiano — contando com uma fração dos recursos de Juventus, Milan ou Inter. A segunda é a era de Gian Piero Gasperini, que treinou a equipe de 2016 a 2025 com um modelo de jogo que muitos na Itália julgavam impraticável, sustentado por uma intensidade de treino que levou os atletas ao limite.

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De onde vem o modelo

A Atalanta investe nas categorias de base desde os anos 1970 simplesmente por não ter outra alternativa. Bérgamo é uma cidade próspera, mas a Atalanta nunca foi um clube de grandes orçamentos. O caminho para se manter na Serie A sempre dependeu de formar e vender talentos próprios.

A figura central dessa trajetória é Mino Favini, que comandou as categorias de base de 1991 a 2015 — quase um quarto de século. Favini vinha de um trabalho no Como, onde descobriu Gianluca Zambrotta e outros atletas, e estruturou em Zingonia um sistema apoiado em três pilares: captação minuciosa em toda a Lombardia por meio de uma densa rede de olheiros, paciência com atletas de maturação tardia e uma metodologia formativa que equilibrava rigor técnico e formação mental.

Sob a liderança de Favini, jogadores como Riccardo Montolivo, Giampaolo Pazzini, Giacomo Bonaventura, Manolo Gabbiadini, Andrea Consigli, Roberto Gagliardini, Andrea Conti, Mattia Caldara e Franck Kessié foram formados ou lapidados de maneira decisiva. A lista de atletas revelados em Zingonia que atuaram na Serie A ultrapassa com facilidade uma centena de nomes.

Após a saída de Favini, a estrutura que ele organizou continuou funcionando. Desde 2010, o clube pertence à família Percassi — Antonio Percassi, ex-jogador da própria Atalanta, e seu filho Luca como diretor executivo. Em 2022, o investidor norte-americano Stephen Pagliuca entrou como parceiro. A gestão Percassi nunca colocou a base em segundo plano; pelo contrário, investiu pesado em infraestrutura: Zingonia foi modernizada e ampliada, assim como o Gewiss Stadium.

A academia: Zingonia

Zingonia fica a cerca de 15 quilômetros ao sul de Bérgamo. O Centro Sportivo Bortolotti serve como centro de treinamento da equipe principal e de todas as categorias de base — reunindo todas as divisões no mesmo complexo, assim como Benfica, Sporting e Lyon.

Os pontos de consenso descritos sobre o processo formativo em Zingonia são:

Captação profunda na Lombardia. Com cerca de dez milhões de habitantes, a Lombardia é a região mais populosa da Itália, onde a Atalanta concorre diretamente com Milan e Inter. Desde os anos de Favini, o clube construiu uma malha de observação que monitora até os menores times amadores. O objetivo não é disputar a contratação do garoto de 12 anos mais badalado — este invariavelmente vai para Milan ou Inter —, mas identificar o talento que ambos deixaram passar.

Técnica aliada à combatividade. A formação italiana tradicionalmente oscila entre dois polos: a escola técnica refinada e o rigor tático-defensivo. Zingonia funde as duas vertentes de forma evidente em seus formados: atletas tecnicamente seguros e agressivos nas disputas. Nomes como Kessié, Bastoni e Scalvini representam esse equilíbrio entre trato com a bola e imposição física.

O um contra um como alicerce. Este é o ponto fundamental que conectou a academia à proposta de jogo posterior de Gasperini. Zingonia sempre trabalhou intensamente as ações de 1x1, ofensivas e defensivas. Quando Gasperini assumiu e implantou a marcação individual em campo inteiro, os atletas formados no clube já possuíam as ferramentas necessárias para responder à exigência.

Paciência no processo. O princípio defendido por Favini permanece vivo: respeitar o tempo dos jogadores de maturação tardia. A transição para o time principal ocorre quando o atleta atinge a maturidade necessária para competir, e não por mera pressão contratual.

Destaques revelados na era Gasperini: Alessandro Bastoni (negociado em 2017 com a Inter, onde chegou à final da Champions League), Giorgio Scalvini, Matteo Ruggeri, Marco Carnesecchi, Dejan Kulusevski (recrutado da Suécia aos 16 anos e posteriormente transferido para Juventus e Tottenham), Roberto Piccoli e Michel Adopo.

Atalanta sub-23

Em 2023, a Atalanta tornou-se o terceiro clube italiano — ao lado de Juventus e Milan — a fundar uma equipe secundária para disputar a Serie C: a terceira divisão profissional, competindo por pontos contra atletas adultos. Trata-se de uma exceção no futebol italiano, onde a maioria dos clubes encerra a estrutura na Primavera (campeonato sub-19), gerando uma lacuna. Aos 19 anos, os jovens costumam ser emprestados repetidamente para divisões inferiores, caindo em equipes focadas em utilizá-los para resultados imediatos em vez de formá-los.

A Atalanta sub-23 fecha essa lacuna de transição, seguindo o padrão de Benfica B em Portugal e Freiburg II na Alemanha. Essa ponte é um dos motivos que permite à Atalanta integrar mais pratas da casa ao elenco profissional do que rivais com o dobro de orçamento.

Gasperini: O futebol e o treino

Gian Piero Gasperini assumiu o comando em Bérgamo em 2016, aos 58 anos, com passagens por Genoa, Inter — onde foi demitido após cinco partidas — e Palermo. Era apontado como um bom treinador cuja proposta de jogo não se sustentava no futebol italiano de elite. Em Bérgamo, ela funcionou por nove anos consecutivos.

O modelo de jogo

O estilo praticado por Gasperini tornou-se único na Itália e se apoia em três princípios estruturais:

Marcação individual em campo inteiro. A Atalanta não defende por zonas, mas sim por referências diretas no homem. Cada atleta tem um oponente específico sob sua responsabilidade, perseguindo-o independentemente da distância do deslocamento. É o polo oposto da marcação com referência na bola aplicada por Rangnick, Klopp e pela escola alemã. Essa escolha cobra a vitória nos duelos individuais de cada peça e faz a solidez do coletivo depender do rendimento desses confrontos diretos.

Três zagueiros com liberdade para avançar. O 3-4-2-1 de Gasperini projeta os zagueiros com a bola até a intermediária ofensiva, combinados a alas que cobrem todo o corredor lateral. Isso gera superioridade numérica no ataque ao custo de correr riscos calculados no setor defensivo. A Atalanta de Gasperini marcou expressivas quantidades de gols, mas também sofreu muitos — anotando 98 gols na Serie A de 2019/20, superando os números de Juventus e Inter somadas em dado momento.

Verticalidade agressiva. O passe para frente é priorizado assim que a bola é recuperada. A equipe não mantém a posse para ditar o ritmo de forma passiva; a posse existe para criar e explorar imediatamente a próxima linha de passe em profundidade.

O treinamento

O método de treino de Gasperini é o pilar mais comentado de seu trabalho, documentado por relatos de vários jogadores — sempre descritos com respeito mesclado a extremo desgaste físico.

Intensidade máxima constante. As sessões são conduzidas rigorosamente no ritmo de jogo real ou acima dele. Os formatos de treino em espaço reduzido são curtos, de altíssima exigência física e pausas muito reduzidas. Reforços recém-chegados declararam frequentemente que as semanas iniciais de pré-temporada em Bérgamo foram o período mais difícil de suas carreiras.

O duelo 1x1 no centro dos exercícios. Sendo o modelo alicerçado na vitória nos confrontos diretos, os treinos reproduzem essa dinâmica continuamente. As tarefas são estruturadas de modo que cada jogador enfrente um marcador individual direto, sendo forçado a acompanhar a movimentação. A conduta de marcação homem a homem é conteúdo programático de quase todas as atividades.

A pré-temporada como sustentação física. De forma semelhante a Klopp — e divergindo da abordagem de Frade —, Gasperini constrói a base de condicionamento na fase de preparação inicial. Detalhes dessa discussão podem ser conferidos no artigo sobre Condicionamento sem bola. Os períodos de concentração nas montanhas que cercam Bérgamo ficaram conhecidos pela exigência extrema. O treinador sempre deixou claro que a equipe só executa seu modelo se conseguir correr mais que o adversário, e essa reserva é construída no período de preparação.

Rigor de seleção. Gasperini afastou de forma pragmática os atletas que não acompanhavam os níveis de intensidade exigidos, independentemente de grife ou valor de mercado. Com o tempo, o vestiário foi depurado, mantendo apenas atletas alinhados com o nível de sacrifício do processo.

O retrospecto

Foram nove anos de trabalho, um título da Europa League, cinco classificações para a Champions League com chegada às quartas de final, e três terceiros lugares na Serie A por um clube que antes nunca havia figurado entre os cinco melhores. Além disso, o sistema transformou nomes como Papu Gómez, Josip Iličić, Duván Zapata, Ademola Lookman, Teun Koopmeiners, Gianluca Scamacca e Ederson em referências técnicas de alto nível.

Em 2025, Gasperini encerrou seu ciclo em Bérgamo e assumiu a Roma. A sucessão coube a Ivan Jurić, seu antigo atleta e auxiliar, que já aplicava variações dessa abordagem em seus trabalhos no Genoa e no Torino.

O contexto italiano

Para entender o tamanho da conquista da Atalanta, é preciso enquadrá-la na realidade estrutural do futebol italiano, que difere das realidades de Alemanha ou França.

A Primavera e a ausência de transição. Os clubes italianos organizam o chamado Settore Giovanile até o escalão sub-19 (Primavera). A partir dali, o caminho tradicional se rompe. Sem equipes intermediárias, os jovens são submetidos a sucessivos empréstimos para times da Serie B e C, que raramente se preocupam em desenvolvê-los, utilizando-os apenas como peças de reposição rápida. Grande parte dos talentos se perde nessa transição. A Juventus lançou sua equipe B na Serie C em 2018, a Atalanta fez o mesmo em 2023 e o Milan em 2024. O resto do país segue sem uma rota clara de transição.

Tática precoce em detrimento da técnica individual. O ensino de base na Itália prioriza a disciplina tática desde cedo. Garotos de 12 anos já recebem cargas pesadas de posicionamento sem bola, compactação e basculação de linha. Esse processo gera atletas taticamente muito maduros, mas inibe o improviso e o refino individual. O fato de a seleção italiana ter ficado fora das Copas do Mundo de 2018 e 2022 acirrou o debate nacional sobre o excesso de rigor tático em idades em que a técnica deveria ser priorizada.

Recrutamento de estrangeiros para a base. Durante os anos 2010, as categorias de base dos principais clubes italianos aumentaram substancialmente a contratação de atletas estrangeiros, muitas vezes diminuindo os investimentos no rastreamento local. A Atalanta recorreu a esse mercado pontualmente (como no caso de Kulusevski), mas a base do seu elenco formador continuou ancorada na própria Lombardia.

Nesse cenário, o feito da Atalanta ganha relevância ainda maior: o clube desenvolveu um caminho eficiente de transição onde o país não oferecia alternativas e, dentro de um futebol com excesso de tática defensiva, continuou formando atletas com capacidade de vencer o um contra um.

As críticas

O modelo de Gasperini não se copia com facilidade. A marcação individual por perseguições longas só funciona se todos os jogadores tiverem capacidade para vencer seus duelos e se o elenco estiver acostumado a treinar sob esse estímulo ao longo de temporadas. Clubes que tentaram copiar a fórmula de maneira repentina fracassaram. É uma proposta que demanda respaldo de diretoria, tempo de trabalho e elenco moldado com precisão.

O desgaste físico e as lesões. Levar atletas sistematicamente aos limites físicos tem consequências. Durante o ciclo de Gasperini, a Atalanta atravessou períodos com alto volume de lesões musculares. Assim como se debate em relação ao Liverpool de alta intensidade, é difícil quantificar com precisão o que foi consequência direta da metodologia, do acúmulo de partidas no calendário ou de variações normais de temporada.

O desafio da sucessão. Nove temporadas sob um mesmo comando consolidam uma identidade forte, mas abrem um vácuo no momento da despedida. As próximas temporadas responderão se Jurić conseguirá manter os níveis de entrega da equipe e se a base continuará fornecendo peças compatíveis com o modelo.

Necessidade contínua de vendas. Bastoni transferiu-se para a Inter aos 18 anos antes de consolidar seu auge, Kessié rumou para o Milan e Caldara para a Juventus. A Atalanta prepara com excelência e se sustenta com as receitas dessas transferências, mas, a exemplo de Ajax e Benfica, perde peças-chave antes que atinjam o pico esportivo dentro do clube.

Metodologia restrita internamente. O legado de Mino Favini é reconhecido sobretudo pelos seus frutos práticos e pelos nomes revelados. A rotina metodológica detalhada aplicada nos gramados de Zingonia segue pouco aberta ao público, exigindo esforço de reconstrução analítica por observadores externos.

Aplicação prática: O que você pode aproveitar

Esta seção apresenta a nossa interpretação metodológica.

Para times e clubes de menor investimento, a Atalanta é um dos exemplos mais animadores do futebol moderno — e a metodologia de Gasperini representa uma das referências mais desafiadoras.

Observe com profundidade, não apenas em grandes eventos

A lição deixada por Favini é clara: em vez de disputar o atleta que todos já estão vendo, procure onde ninguém mais está olhando. Para treinadores e coordenadores de clubes modestos: acompanhe partidas em equipes menores do seu entorno e não apenas finais de torneios onde os grandes clubes concentram seus observadores. O talento que sobressai nessas partidas menores muitas vezes passa totalmente fora do radar.

Trabalhe o 1x1 em ambas as direções

Zingonia dedica a mesma importância ao duelo ofensivo e ao desarme. Na maioria dos treinos de base, o foco é unilateral: o drible do atacante contra uma postura passiva do marcador. Monte dinâmicas em que o defensor seja estimulado a vencer o lance ativamente: atribua pontos por interceptações, desarmes limpos ou por evitar a finalização. Todo confronto individual tem dois competidores.

A marcação individual como estágio de desenvolvimento

O modelo integral de Gasperini foi desenvolvido para atletas profissionais. No entanto, um de seus componentes pedagógicos serve muito bem às categorias de base: quando o jogador aprende a perseguir um oponente em velocidade e a encurtar o espaço no mano a mano, ele desenvolve um entendimento defensivo muito mais profundo do que se apenas bascular mecanicamente cobrindo zonas. Inserir blocos curtos com marcação individual no sub-13 ou sub-14 — durante duas ou três semanas de treinamento, e não na temporada inteira — refina a combatividade e a leitura de desarme.

Intensidade é uma construção gradual

Gasperini demorou anos para estruturar um grupo capaz de sustentar o seu nível de exigência física. O treinador que deseja subir a intensidade do time precisa construí-la passo a passo ao longo das semanas, ajustando os tempos de ação e as pausas dos jogos reduzidos de forma progressiva. Tentar cobrar na primeira semana o ritmo da nona gera lesões e perda de confiança do grupo.

A transição dos jovens é o ponto crítico

A Atalanta sub-23 competindo na Serie C é a solução prática para evitar o desperdício de talentos pós-sub-19. Esse mesmo vazio na transição ocorre com frequência em diversas estruturas esportivas. Para quem gere categorias de base: trate a equipe secundária ou o sub-20 com seriedade operacional. Ela é a ponte definitiva para o futebol profissional.

Orçamento menor não é desculpa

Bérgamo tem 120.000 habitantes e divide espaço de captação diretamente com os gigantes de Milão. Com processos claros, paciência no processo de maturação dos atletas e convicção no trabalho da comissão técnica, a Atalanta conquistou a Europa e superou os maiores orçamentos de seu país. A justificativa de que "nossa estrutura é muito pequena" perde a força diante da história de Zingonia.

O que você deve memorizar

  • A Atalanta construiu desde os anos 1980 a academia mais produtiva da Itália, alicerçada por Mino Favini ao longo de 24 anos: captação minuciosa, respeito ao tempo de desenvolvimento e trabalho conjunto de técnica com combatividade.
  • Zingonia prioriza o 1x1 ofensivo e defensivo desde as categorias de entrada. Essa base preparou os jovens para o sistema de marcação por encaixes de Gasperini.
  • Gasperini conduziu um ciclo de nove temporadas com níveis de intensidade raros no futebol italiano, fez da pré-temporada a base de sua sustentação física e venceu a Europa League em 2024.
  • A Atalanta sub-23 na Serie C corrige a quebra de transição existente na saída da categoria sub-19, funcionando nos mesmos moldes de Benfica B e Freiburg II.
  • Os pontos de atenção: o modelo do time profissional é de difícil replicação imediata, a exigência física cobra atenção com lesões e os talentos mais valorizados são negociados cedo.
  • O que você pode aplicar: captação atenta fora dos grandes centros, treino do duelo nos dois sentidos, blocos de marcação individual como ferramenta de aprendizagem, evolução gradativa da intensidade, foco na transição dos jovens e superação de limites estruturais.

Uma atividade com confrontos diretos individuais pode ser desenhada em um minuto no Sketch usando linhas de marcação. Mas avaliar com precisão se a sua equipe tem a base física e técnica para executá-la exige sensibilidade de treinador.

Perguntas frequentes

Quem foi Mino Favini?+
Foi o responsável pela gestão das categorias de base da Atalanta de 1991 a 2015. Estruturou a rede de observação regional na Lombardia e a metodologia formativa que transformou Zingonia na base mais produtiva do futebol italiano.
Como funciona a ideia de jogo de Gasperini?+
Baseia-se em marcação individual com perseguições diretas pelo campo inteiro, três zagueiros que avançam com a posse dentro de um 3-4-2-1 e verticalidade imediata após recuperar a bola. É o extremo oposto do modelo defensivo de contenção zonal orientado pela posição da bola.
Por que o treino de Gasperini ficou famoso pelo rigor?+
Porque os treinos são conduzidos na rotação máxima de jogo, com formatos em espaço reduzido muito intensos e intervalos mínimos, além de cargas severas na pré-temporada. Inúmeros atletas relataram que as semanas iniciais de adaptação em Bérgamo representaram o maior esforço físico de suas carreiras.
Qual a função da Atalanta sub-23?+
É a equipe secundária fundada em 2023 para disputar a Serie C — o terceiro clube da Itália a criar esse nível, logo após Juventus e Milan. O time foi criado para evitar o abismo entre o campeonato sub-19 (Primavera) e o time principal, dando minutagem aos jovens em uma liga profissional adulta.
Um clube amador ou de menor porte pode aplicar a metodologia da Atalanta?+
Os pilares da base sim: busca minuciosa por atletas negligenciados, paciência com a evolução física, prioridade absoluta ao 1x1 e planejamento no salto para o time principal. Já a forma de jogar do time de Gasperini só deve ser tentada com prazos longos de trabalho e atletas perfilados para essa carga.

Fontes e leituras complementares

  • Entrevistas concedidas por Mino Favini sobre captação regional e desenvolvimento de atletas na imprensa esportiva italiana até 2015.
  • Relatórios demográficos e estatísticos do CIES Football Observatory sobre clubes formadores na Europa e liderança da Atalanta no cenário italiano.
  • Declarações públicas e entrevistas técnicas de Gian Piero Gasperini sobre modelo de jogo e metodologia de treino (2016–2025).
  • Depoimentos públicos de atletas como Papu Gómez, Remo Freuler e Teun Koopmeiners sobre a intensidade dos treinos em Bérgamo.
  • Documentos da Federação Italiana relativos à regulamentação da Serie C e à entrada de equipes sub-23 de clubes da Serie A.
  • Relatórios técnicos e análises táticas da UEFA sobre a final da Europa League 2024.

Nota metodológica: a Atalanta não publica apostilas pedagógicas abertas sobre seus métodos de base. A síntese dos processos aqui descritos é fruto de depoimentos consolidados de profissionais do setor e da análise das características dos jogadores formados no clube. Discussões sobre volume de lesões refletem dados observacionais e debates públicos da cobertura esportiva, não relações comprovadas de causa e efeito.

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